essa reportagem sobre o "PIB dos municípios paraense". Penso que seja interessante sabermos a respeito.
PIB dos municípios paraenses foi divulgado pelo Idesp e IBGE (Da Redação (Agência Pará)
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (16), os Institutos de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) e Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof), anunciaram o Produto Interno Bruto dos 143 municípios paraenses no ano de 2007.
Confira os principais resultados: Economias locais baseadas no setor de Serviços
No ano de 2007, 125 municípios paraenses tinham as atividades de Serviços como base de suas economias, enquanto que, nos outros 18, a Agropecuária (9 municípios) e a Indústria (9 municípios) eram os setores econômicos predominantes.
Em relação ao ano anterior, foi constatado o aumento do número de municípios com economias baseadas em Serviços e a diminuição do número de economias baseadas na Indústria e na Agropecuária. Em 2006, o setor de Serviços era o principal em 121 municípios; a Indústria, em 10; e a Agropecuária, em 12.
Riqueza concentrada em 19 municípios:O valor médio do PIB municipal no Estado, a divisão do PIB paraense, equivalente a R$ 49,5 bilhões em 2007, pelos 143 municípios, foi de R$ 346,2 mil.
O Pará possuía 15 municípios com o PIB acima da média calculada para o Brasil, de R$ 478.315 mil. Em relação ao PIB municipal médio da Região Norte, de R$ 297.502 mil, o número de municípios paraenses acima da média foi de 22.
Agropecuária é o setor menos concentrado no Estado: De acordo com o cálculo do índice de Gini - medida do grau de concentração da distribuição, cujo valor varia de zero (perfeita igualdade) a um (desigualdade máxima), e neste caso específico mede o grau da desigualdade existente na distribuição do valor adicionado pelos municípios -, há 0,76 de concentração do que é produzido no Estado.
Dez municípios geraram mais da metade da riqueza
Dez municípios são responsáveis por 66,2% da riqueza produzida no Pará: Belém, Barcarena, Marabá, Parauapebas, Ananindeua, Tucuruí, Santarém, Castanhal, Paragominas e Canaã dos Carajás. Juntos, eles somaram à economia R$ 32,752 bilhões.
O ranking das principais economias paraenses sofreu alterações em relação ao ano anterior: Paragominas subiu da 11ª para a 9ª posição, assumindo o lugar antes ocupado por Canaã dos Carajás, deslocado para a 10º posição; e, com a queda de uma posição, Oriximiná deixou o grupo dos dez municípios com maior PIB.
Já os dez municípios com menor participação no PIB - Santarém Novo, São João da Ponta, Magalhães Barata, Santa Cruz do Arari, Peixe-Boi, Primavera, Terra Alta, Bonito, Palestina do Pará e Colares - não somaram 0,5% da economia do Estado. Esses municípios são caracterizados em geral pela baixa concentração demográfica e forte dependência em relação ao setor de Serviços, principalmente à atividade da Administração Pública.
Valor do PIB aumentou mais de 40% em cinco municípios: Cinco municípios tiveram mais de 40% de variação nominal, o aumento do valor do PIB em relação ao ano anterior.
Em geral, a variação em cada local se deu por conta dos seguintes fatores:
- Ourilândia do Norte: influência da construção civil, seguida da indústria da transformação com aumento da fabricação de laticínios;
- Benevides: crescimento da indústria, com destaque ao segmento de bebidas;
- Juruti: aumento significativo da atividade de comércio e construção civil;
- Anapu: aumento da produção de bovinos, construção civil, comércio e Administração Pública;
- São João da Ponta: expansão da Administração Pública, criação de bovinos e construção civil.
Agropecuária: criação de bovinos, cultivo de grãos e mandioca foram algumas das principais atividades
Com o segundo maior rebanho de bovinos do país desde 2004, São Félix do Xingu ocupou o primeiro lugar do ranking de municípios com maior valor adicionado ao setor agropecuário no Estado.
Em seguida, sobressaíram os municípios de Santarém, maior produtor de soja, arroz e pescado do Pará, que também possui áreas de cultivo de milho e mandioca; Acará, maior produtor de mandioca do país, cujo crescimento da produção foi de 50%; Paragominas, produtor de bovinos, grãos (arroz, milho, soja) e mandioca; e Marabá, detentor do quinto maior rebanho de bovinos no Estado.
Cinco municípios concentraram 65% do valor gerado pela indústria no Estado
Barcarena, Tucuruí, Parauapebas, Belém e Marabá concentram 65,8% da riqueza produzida pela Indústria no Pará que, em 2007, chegou a R$ 13,780 bilhões, quase 31% da produção estadual, apesar do decréscimo de 0,60% do crescimento do setor no Pará.
Entre as atividades que garantiram aos municípios os primeiros lugares no ranking estão: a indústria da transformação, nas áreas de metalurgia e química, com a produção de alumina e alumínio em Barcarena; na área siderúrgica, com a produção de ferro-gusa em Marabá; e nas áreas de alimentos-bebidas e madeira-mobiliários em Belém; os serviços de utilidade pública, com a produção de energia elétrica pela Usina Hidrelétrica de Tucuruí; a construção civil, também na capital; e a extração mineral, com a exploração de hematita-ferro em Parauapebas.
Belém foi responsável por 36,4% da riqueza gerada pelo setor de Serviços
Os dez municípios que lideram o ranking estadual do valor adicionado ao setor de Serviços produziram R$ 10,931 bilhões ou 66% da riqueza gerada pelo setor no Estado - equivalente a R$ 26,876 bilhões.
As atividades de comércio, aluguel e administração pública dão a Belém, capital do Estado, a liderança no ranking. Esse município produz não só 36,4% da riqueza gerada pelo setor, como também concentra a maior parte dos órgãos públicos (federais, estaduais e municipais), as agências bancárias e as operações financeiras realizadas no Pará.
Em seguida, encontram-se os municípios de Ananindeua, Marabá, Santarém, Barcarena, Parauapebas, Castanhal, Paragominas, Altamira e Itaituba, cujas economias também se pautam pelas atividades de comércio, administração pública e aluguel. Em Marabá e Barcarena, há destaque também às atividades ligadas a Transporte, seja pelo papel de distribuição comercial exercido pelo primeiro município na região sudeste paraense ou pela presença do porto de carga de Vila do Conde, o maior do Estado.
PIB per capita: ainda são poucos os municípios acima da média estadual
O PIB per capita do Pará - resultante da divisão entre o valor total do PIB pelo total da população - é de R$ 7.007, enquanto a região Norte alcança R$ 9.135 e o Brasil R$ 14.465.
Entre os 143 municípios paraenses, 20 possuem PIB per capita superior ao do Estado, dez ao da região Norte e cinco ao do Brasil.
No ranking de municípios com maior PIB per capita no Pará, estão Barcarena, Canaã dos Carajás, Tucuruí, Parauapebas e Marabá. A capital Belém, com uma população de 1.408.847 habitantes, situa-se no 10º lugar. Os últimos lugares são ocupados por Jacareacanga, Curralinho, Faro, Bagre e Primavera.
Administração Pública é a atividade que mais impulsiona a economia de pelo menos 50 municípios
Em 2007, a Administração Pública movimentou no Pará R$ 8,161 bilhões, com crescimento real de 2,33% e participação de 18,36% em relação ao valor adicionado ao PIB do Estado.
O Pará possui 16 municípios, cujas economias dependem fortemente das transferências governamentais como fonte de estímulo às dinâmicas econômicas locais - nesses municípios, a APU representa metade do valor total adicionado ao PIB, enquanto em outros 36 fica em pelo menos 40% da economia local.
Já os cinco municípios menos dependentes da Administração Pública, que concentram as atividades produtivas que mais geram riqueza no Estado, têm na atividade menos de 10% do valor total adicionado ao PIB.
Entre as regiões de integração, Metropolitana possui maior participação no PIB, seguida de Carajás e Tocantins
Entre as 12 regiões de integração paraense, a que possui maior participação no PIB foi a Metropolitana de Belém (35,46%), seguida de Carajás (15,11%), Tocantins (10,92%) e Baixo Amazonas (7,21%). No que se refere ao PIB per capita, as regiões de Carajás (R$ 15.028), Lago de Tucuruí (R$ 10.553), Metropolitana (R$ 8.591), Tocantins (R$ 8.245) e Araguaia (R$ 7.049) tiveram os maiores valores registrados, acima da média estadual.
No entanto, em relação ao crescimento nominal, relacionado à variação dos preços correntes do ano em questão, sem eliminar o efeito inflacionário, a região que mais se destacou foi a do Xingu, com taxa de 20,48%; Tapajós, 19,43%; Guamá, 16,36%; Marajó, 15,60%; e Lago de Tucuruí, 14,84%. Entre setores econômicos, o Agropecuário registrou taxa de crescimento de 21,22% e 20,87% nas regiões do Guamá e Tocantins, respectivamente; o Industrial, 30,54% e 21,82% no Tapajós e Xingu; e o de Serviços, 25,61% em Carajás, 23,42% no Xingu, 22,29% no Baixo Amazonas, 20,35% no Tocantins e 19,58% no Marajó.
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